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Gatilho ecológico


Botânica é a ciência que cuida das plantas. Em alta, o estudo do reino vegetal vem estimulado pela onda ambientalista que comove o mundo. Bom para os cientistas, melhor para a sociedade.

Os vegetais são imprescindíveis para a Terra. Capazes de por meio da fotossíntese, transformar energia solar em aminoácidos e carboidratos, as plantas formam a base das cadeias alimentares. A clorofila verde sustenta a vida.

Os botânicos classificam as espécies vegetais em dois grandes grupos: as gimnospermas e as angiospermas. As primeiras surgiram antes. Representam as coníferas, como pinheiros, ciprestes, cedros e árvores como a magnífica sequóia. Inexistência de flores é sua característica básica. Daí que, nas gimnospermas, as sementes estão descobertas ou expostas, não protegidas dentro de frutos.

As angiospermas chegaram há 100 milhões de anos, a partir das gimnospermas. A grande diferença reside na existência das flores e, conseqüentemente, de frutos e sementes. Nas angiospermas os frutos aparecem após a fecundação, guardando as sementes dentro de si. Aqui está a origem do nome do grupo: “angio”, radical grego, quer dizer “vaso”.

Tradicionalmente, a Botânica se desenvolveu catalogando e classificando as plantas, naquilo que se considera a morfologia vegetal. Livros antigos, maravilhosos, bem como lindas gravuras, espelham uma mistura de arte e ciência, retratando a beleza das espécies descobertas pelos desbravadores do reino vegetal. Inesquecível.

Outros pesquisadores se dedicaram a compreender o mecanismo vital das plantas. A fisiologia vegetal estuda, assim, a nutrição e a reprodução das espécies. As plantas precisam de sol, calor, água e nutrientes para crescer e viver. A natureza salvo exceções, como se vê nos desertos, provê tais elementos fundamentais.

Aproveitando-os, isso significa, regra geral, que os vegetais são capazes de viver por sua própria conta, enquanto os animais, não. Os bichos sempre carecem do alimento capturado de outrem. Curioso é que, embora dependentes, os animais são considerados superiores na escala evolutiva. Tudo bem.

No 58º Congresso Nacional de Botânica, cerca de 3 mil pesquisadores e estudantes apresentaram teses e participaram de variadas discussões científicas. Clássicos estudos - existem milhares de novas espécies ainda sendo descritas - se misturaram com as novas preocupações dos botânicos. Aqui se destaca a recuperação de áreas degradadas. Como restaurar a biodiversidade surrupiada pelo crescimento da economia?

O tema é fascinante. No passado, embrenhar-se na mata e viajar pelo mundo representavam o desafio, e o sonho, dos grandes botânicos. Agora os jovens cientistas querem descobrir a fênix da crise ambiental. A capacidade de regeneração dos ecossistemas naturais desafia a ciência. Das cinzas da civilização perdulária deve ressurgir a dinâmica da vida silvestre.

É interessante descrever o estado da arte das técnicas utilizadas para a reconstituição de ecossistemas degradados. Essa história tem duas décadas. O raciocínio elementar, baseado nas formas agrícolas clássicas, começou por gerar o modelo tradicional, que indica a necessidade de plantio de árvores nativas, sob espaçamento, por exemplo, de 3 x 2 metros. Caberiam, assim, cerca de 1.600 mudas por hectare. Em 20 anos, o plantio silvestre reproduziria uma floresta natural.

Os pesquisadores têm percebido, entretanto, que a sucessão ecológica nesses plantios nem sempre logra êxito. Há espécies pioneiras, que crescem rapidamente à plena luz do sol, enquanto outras exigem sombreamento, sob pena de permanecerem amuadas. Estágios de sucessão exigem alternar o plantio das árvores pioneiras com as secundárias. Equação complexa.

Discutindo o assunto, um grupo de estudiosos passou a questionar o modelo tradicional de plantio de espécies nativas. Resultou em novo método, intitulado “nucleação”. Nele se formam microhábitats, espalhados pela área degradada, que estimulam o ressurgimento das espécies animais e vegetais. Representa uma guinada na teoria convencional.

Gatilho ecológico. Esse é o conceito-chave da nucleação, visando à restauração da biodiversidade. De um ponto do terreno, onde se adensa o plantio das espécies, a vida se espalha. Poleiros artificiais ajudam a atrair pássaros, disseminadores das sementes. Técnicas variadas criam trampolins ecológicos.

Muda o paradigma que norteia a recuperação ambiental. Os novos conhecimentos botânicos permitem vislumbrar um caminho menos oneroso, e de maior sucesso, para recompor as matas ciliares, aquelas que margeiam os cursos d’água. No modelo tradicional, somente o plantio das espécies nativas custa R$     6 mil cada hectare. Quem paga a conta?

Com a nucleação, sempre que a técnica for recomendada, vai-se facilitar para os agricultores, obrigados a manter suas reservas florestais. Corredores biológicos devem moldar o futuro da paisagem rural.

Na Botânica, como em qualquer disciplina, a evolução do conhecimento científico produz novos conceitos, supera raciocínios clássicos. Um grande preconceito se criou no Brasil contra a utilização de espécies “exóticas”, odiadas pelos ambientalistas tradicionais. Estrangeiras, encaram-nas como plantas do mal.

Ora, árvores exóticas, quando auxiliam, como espécies pioneiras e atrativas, o processo de sucessão ecológica, são bem-vindas. Mitos não resistem à ciência.


Por Xico Graziano, agrônomo, secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.



Fonte de pesquisa: Jornal O Estado de São Paulo






 

 
 
 
 
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