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Controle de plantas daninhas na agricultura orgânica: solarização do solo passo a passo

O principal problema relatado por mais de 80% dos produtores orgânicos é o controle de plantas daninhas. Os produtores orgânicos têm poucas opções para manejar plantas daninhas e o controle dessas plantas é essencial para o sucesso do empreendimento orgânico. Entretanto, a quantidade de informação sobre controle de plantas daninhas em agricultura orgânica é sempre esparsa e freqüentemente diz o que precisa ser feito e não como se faz. Isso é o que proponho neste artigo, mostrar como se faz a solarização, passo a passo.

A solarização é uma técnica muito efetiva, que tem efeito similar à esterilização do solo por vapor. Suas vantagens são o baixo custo, simplicidade e o fato de não ser perigosa. O método não usa substâncias químicas, é de fácil aplicação e não deixa resíduos tóxicos nas plantas. A solarização é um processo hidrotérmico que esteriliza o solo por meio de calor gerado naturalmente, matando as plantas daninhas.

Esse método envolve a colocação de um plástico transparente sobre um solo preparado para o cultivo e úmido para que permita que a energia solar aqueça o solo e mate as sementes de plantas daninhas. Para ser mais efetiva, a solarização deve ser realizada durante os períodos de máxima exposição à radiação solar do ano (verão). Há alguns passos envolvidos na solarização que devem ser seguidos para o sucesso da técnica:

PASSO 1 - Preparar a área como se fosse para o plantio (adicione calcário, adubos orgânicos, misture restos culturais, etc), de forma que fique o mais nivelada e com o mínimo de torrões possível, para não se formarem bolsões de ar. Remova rochas grandes, plantas daninhas ou qualquer outro objeto que possa perfurar o plástico. Se possível, passe um rastelo sobre a área.

PASSO 2 - Irrigar a área até 70% da capacidade de campo e então colocar o plástico transparente para cobri-la. Cubra os cantos do plástico com solo para segurá-lo no lugar. A irrigação e o contato do plástico sobre o terreno, reduzem a quantidade de ar entre o solo e o plástico, o que garante uma boa transferência de calor do sol para o solo. Qualquer corte no plástico deve ser reparado ou ele deixará o calor escapar. Como próximo às bordas do plástico a temperatura não se eleva muito, o ideal é deixar uma margem de sobra (±1 m) além da área escolhida.

O solo úmido conduz melhor o calor que o solo seco e faz com que os propágulos de plantas daninhas fiquem mais vulneráveis ao calor. Normalmente o solo não precisa ser irrigado novamente durante a solarização, a não ser que o solo tenha textura arenosa ou a umidade do solo diminua para menos de 50% da capacidade de campo. Nesses casos pode ser necessário irrigar uma segunda vez. A irrigação irá esfriar o solo, mas por causa do aumento na umidade a temperatura média final será maior.

O plástico transparente é o mais eficaz para que a temperatura aumente. O plástico preto, normalmente usado na agricultura como cobertura de solo, não aquece o solo tão bem quanto o transparente. Quanto mais fino o plástico, maior é o aquecimento, porém o plástico de polietileno (PE) de 0,025 mm de espessura, apesar de ser eficiente e econômico, não é muito resistente e se rasga com o vento ou é perfurado facilmente por animais. Espessuras de 0,038 a 0,05 mm são mais adequadas.

Há várias espessuras e tipos de filmes plásticos disponíveis. Alguns desses plásticos são: o polietileno de baixa densidade (PEBD), o policloreto de vinila (PVC) e o vinilacetato de etileno (EVA). PEBD é o mais usado, por causa de seu baixo custo, mas produz um efeito estufa menor que outros filmes. Entre os tipos de PEBD, aqueles sem aditivo estabilizador de luz ultravioleta se partem durante os cultivos após 60 a 90 dias de exposição ao sol. Por essa razão não são considerados adequados para solarização. O PVC e o EVA são filmes mais eficientes, todavia têm alto custo de produção. O uso de duas camadas de plástico com um espaço com ar entre elas imita o efeito estufa e aumenta a temperatura.

PASSO 3 - Permita que o plástico permaneça no local pelo menos por quatro semanas (o tempo de pré-tratamento depende da quantidade de radiação solar que incide no plástico). Para plantas daninhas mais resistentes ao calor, deixe o plástico por até 6 semanas.
Em termos gerais, plantas daninhas anuais são mais efetivamente controladas que perenes porque as perenes possuem estruturas vegetativas enterradas como raízes e rizomas que podem regenerá-las. Para o controle de tiriricão (Cyperus esculentus) e de tiririca (C. rotundus), que possuem tubérculos em profundidade e são de difícil controle, a temperatura deve ser maior que 50°C para que essas plantas morram. As sementes de grama-seda (Cynodon dactylon) e de capim-massambará (Sorghum halepense) são controladas pela solarização se não estiverem enterradas muito profundamente. O controle de beldroega (Portulaca oleracea) e do capim-colchão (Digitaria sanguinalis) pode ser difícil de se conseguir, por serem plantas resistentes, mas se a beldroega for controlada, isso indica que o solo foi aquecido adequadamente.

PASSO 4 - Remova o plástico e, sem revolver o solo (para não trazer à tona propágulos de plantas daninhas que estavam enterrados profundamente), imediatamente plante sua cultura. O plástico pode ser removido ou usado como cobertura de solo para as culturas subseqüentes fazendo furos no filme e transplantando as mudas nos buracos. Uma desvantagem de deixar o plástico no solo é que ele irá se degradar e pode ser difícil retirar os seus pedaços da área posteriormente.

Com o plástico instalado as plantas daninhas começam a morrer, assim como seus propágulos pela elevação da temperatura. A temperatura máxima do solo solarizado no campo fica normalmente entre 42 a 55°C até a profundidade de 5 cm. Com a temperatura do solo mais alta, há produção de substâncias voláteis tóxicas provindas do decaimento da matéria orgânica. Essas substâncias enfraquecem os propágulos das plantas daninhas de forma que elas ficam predispostas a infecções microbianas.

Além disso, as altas temperaturas quebram a dormência de propágulos, que emergem do solo, porém as plântulas encontram o plástico de solarização na superfície do terreno e morrem. Além das plantas daninhas, a solarização controla com eficiência uma ampla gama de pestes de plantas incluindo nematóides, fungos e insetos. Embora muitas pestes do solo sejam mortas pela solarização, muitos organismos benéficos são capazes ou de sobreviver ou de recolonizar o solo muito rapidamente à solarização.

O efeito nas áreas onde os níveis de insolação são inconsistentes pode ser limitado. Os fatores ambientais que limitam o uso da solarização são influenciados pela latitude, época do ano e cobertura por nuvens.

Um grande aumento no rendimento das culturas e na qualidade dos produtos ocorre freqüentemente em solos solarizados. Esse efeito pode continuar por mais de uma temporada de cultivo. O aumento no rendimento é produto, tanto da esterilização do solo, como das alterações químicas que ocorrem no solo. A solarização aumenta a velocidade de decomposição da matéria orgânica no solo resultando na elevação do pH e na liberação de nutrientes solúveis tais como nitrogênio, cálcio, magnésio e potássio, deixando-os disponíveis para as plantas.

Apesar dos benefícios, há algumas dificuldades de manejo para a obtenção, armazenamento e reciclagem da cobertura plástica. A disposição do filme plástico após a solarização é uma despesa adicional e deve ser considerada também em razão da poluição ambiental. Os plásticos biodegradáveis ou fotodegradáveis, que seriam uma alternativa excelente, não são recomendados para solarização. Esses plásticos podem se degradar muito rapidamente em alguns casos, antes do final da solarização. Além disso, os pedaços que permanecem enterrados não se degradam facilmente, sendo uma fonte de poluição na área.

Para finalizar, a técnica deve ser economicamente viável. Seu custo depende da espessura do plástico, da área de solo coberta, do método de irrigação, de aplicação e de remoção do plástico. Em geral, o maior retorno pelo uso da solarização do solo é obtido em culturas de alto valor econômico cultivadas em solos muito infestados com patógenos e plantas daninhas.


AUTORIA

Giuliano Marchi
Doutor em química do solo
Pesquisador da Embrapa Cerrados na área de plantas daninhas



Fonte de pesquisa: Agrosoft Brasil





 
 
 
 
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