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Vamos deixar o mato crescer!

Entra ano, sai ano e as mesmas manchetes ressurgem na imprensa: “Moradores reclamam de mau-cheiro do córrego que corta o bairro”, “Moradores pedem capina de mato que atrai cobras e ratos”, “Moradores reivindicam canalização de córrego” e assim por diante. As frases podem até variar, mas expressões como “mau-cheiro”, “ratos e cobras” e “mato” são recorrentes. Não há porque duvidar que essas coisas de fato representam problemas para os moradores. Isso não quer dizer, no entanto, que as providências solicitadas – “cortar o mato” ou “canalizar o córrego”, por exemplo - sejam soluções efetivas. Nesse ponto, talvez fosse o caso de perguntar: afinal, qual é a origem de todos esses problemas?

Muitas cidades são a versão contemporânea de aglomerados humanos que surgiram e prosperaram às margens de um corpo d’água, muitas vezes um rio. Além de atender certas necessidades humanas óbvias (fontes de água, por exemplo), morar nas proximidades de um rio já foi tido como sinal de fartura e prosperidade. Hoje em dia, no entanto, muitas cidades brasileiras têm vergonha de seus rios, preferindo escondê-los. A razão para isso é quase sempre a mesma: transformamos os rios em escoadouros de dejetos, restos e lixo em geral, a ponto de convertê-los em esgotos a céu aberto. Foi assim no rio Tietê, em São Paulo, no Capibaribe, em Recife, e no Paraibuna, em Juiz de Fora. Como regra geral, os rios que atravessam grandes cidades brasileiras se caracterizam pelas águas contaminadas e pelo mau-cheiro.

Como uma tentativa de contornar essa situação, surgiu a Lei das Águas (lei federal no. 9.433, de 9/1/1997). A lei estabelece um prazo para que os municípios brasileiros enfrentem e, quem sabe, comecem a reverter a situação. Em função disso, alguns políticos e planejadores urbanos têm falado na construção de grandes estações de tratamento de esgoto. Infelizmente, porém, construir uma estação dessas custa caro. Mas há alternativas baratas – e talvez mais efetivas - que poderiam ser desde já implementadas.

Uma dessas alternativas envolve a captação e tratamento de esgoto na própria unidade domiciliar, procedimento cuja adoção poderia ser estimulada pelas prefeituras, envolvendo, por exemplo, a redução ou até mesmo a suspensão de certos impostos para quem tratasse o seu próprio esgoto. Com isso, poderíamos, quem sabe, entrar em um círculo virtuoso: reduzindo a emissão de esgoto doméstico, favorecemos a restauração da vida aquática o que, por sua vez, pode levar ao embelezamento da paisagem urbana. Em um cenário afirmativo como esse, poderíamos começar a desfazer antigas canalizações de córregos (o que vem ocorrendo em cidades da Europa, por exemplo), ao invés de pensar em promover novas (e absurdas) canalizações.

Um outro problema bastante comum envolve o descarte de lixo em cursos d’água, procedimento que muitas vezes reflete a desinformação ou apenas o estado de espírito de seus agentes. Despejar lixo doméstico a céu aberto equivale a dar um tiro no próprio pé. Se não, vejamos: a parcela orgânica do lixo - restos de alimento, por exemplo - serve de comida para uma ampla variedade de animais urbanos, alguns dos quais dificilmente são bem-vindos na casa de alguém, como moscas, baratas e ratos. Esses “consumidores primários”, por sua vez, servem de alimento para animais de níveis tróficos superiores, como é o caso de escorpiões e serpentes que se alimentam de baratas e ratos, respectivamente.

Não custa enfatizar: escorpiões e serpentes não aparecem em terrenos baldios por causa de lixo ou do “mato” que eventualmente prospera, mas sim por causa de outros animais, muito mais numerosos e oportunistas e que chegaram antes no lugar, atraídos que foram pelas refeições grátis fornecidas por moradores humanos. O pior é que esse círculo vicioso prospera mesmo em bairros regularmente atendidos pelo serviço de coleta de lixo. Não jogar lixo a céu aberto seria, portanto, uma regra de ouro para quem vive em aglomerados urbanos e não quer continuar cultivando esse tipo de problema.

O “mato” - a vegetação miúda que comumente prospera em terrenos baldios - pouco ou nada tem a ver com o problema. De resto, cabe lembrar o seguinte: o “mato” que vemos crescer ao longo de córregos e rios urbanos em geral é formado de gramíneas (capins) e algumas outras plantas pioneiras que só prosperam em hábitats abertos, expostos à insolação direta. Como essas áreas são foiçadas ou capinadas todos os anos, as plantas pioneiras – cuja “força” está na raiz subterrânea - sempre voltam a crescer sem maiores problemas. Nesse sentido, o serviço de capina é um outro exemplo de tiro no próprio pé.

Podemos continuar desperdiçando recursos nesse tipo de serviço, a exemplo do que o governo federal e os governos estaduais fazem ao longo das rodovias federais e estaduais. Há, porém, uma alternativa inteligente e inteiramente gratuita: permitir que a sucessão ecológica prossiga. Como? É simples: evitando o corte de arbustos ou mudas de árvores que estejam crescendo lentamente em meio ao capinzal. Ao fim de um ou dois anos, a diferença já poderá ser notada. Trocamos assim um círculo vicioso por um outro círculo virtuoso: à medida que arbustos e árvores prosperam (quer seja às margens de rios, córregos ou estradas), a vegetação pioneira perde “força”. Isso ocorre porque, à medida que a vegetação arbórea ganha altura, o sombreamento do estrato inferior aumenta e, em decorrência disso, a vegetação miúda cresce menos ou mesmo desaparece. Assim, após três ou quatro anos, ao invés de um denso capinzal, teremos fileiras de arbustos e árvores em crescimento. Precisaríamos a partir de então apenas manejá-las, mas nunca mais teríamos de gastar tempo e recursos com o serviço de capina.


Autor: Marinês Eiterer (*) & Felipe A. P. L. Costa (**) -

(*) Bióloga.
(**) Biólogo, autor de Ecologia, evolução e o valor das pequenas coisas (2003) e A curva de Keeling e outros processos invisíveis que afetam a vida na Terra (2006).



Fonte de pesquisa: Revista AUE Paisagismo







 
 
 
 
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