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Medição individualizada de água

A medição individualizada de água existe na Europa desde o século passado, mais precisamente nos anos 50; ela começou na Alemanha pós-guerra justamente com a preocupação das pessoas em controlar e serem responsáveis pelos seus gastos/custos de água.

Em grande parte dos países europeus já existe legislação específica sobre a forma de rateio e pagamento sobre o consumo de água no caso de edifícios/ condomínios, há muitos anos. Aqui no Brasil a legislação a respeito da medição individualizada de água começa a ser tratada na esfera municipal e, desta forma, cada cidade aplica as normas que acha mais conveniente.

É possível observar hoje, que o morador de condomínios da cidade de São Paulo tem tido grande preocupação com o consumo de água e, principalmente, com seu custo. Porém, há pouca informação sobre como funciona a medição individualizada de água, como é feito o rateio dos valores e quais são os sistemas de medição.

Há também uma grande dúvida em relação ao sistema de medição, alimentada por oportunistas que afirmam ser uma forma de cortar a água de inadimplentes de condomínios; desta forma a medição é “transacionada” como garantia de resolver um problema, que em verdade, é de esfera judicial; essa afirmação infundada constitui uma contravenção, que pode criar problemas para síndicos e administradoras.

Acredito que a medição individualizada é uma forma de colocar cada um responsável pelo tanto que consome e, desta forma, a redução de consumo acontece naturalmente beneficiando quem economiza. Já para solucionar a inadimplência em condomínio, a via legal será sempre a mais adequada.

Outro aspecto interessante é a falsa percepção de que uma conta de água de baixo valor não requer a implantação do sistema, não fazendo sentido a individualização. Não é bem assim.
Na verdade é o número de pessoas e os hábitos de cada um que determinam o gasto e, portanto, a economia. Exemplos não faltam, a economia apurada em condomínios onde a medição foi implantada, foi de 25% em reais, em média, na conta de água de cada condômino, que consumia abaixo da média do edifício (valor economizado por ano R$   300,00), há casos de 45% de economia média para aqueles que consumiam abaixo da média do edifício (economia de R $  864,00/ano). Na outra ponta, aqueles que consomem mais, pagarão mais caro se não mudarem seus hábitos e comportamento.

Tem se observado uma grande procura por parte de construtoras e incorporadoras que enxergaram na medição individualizada um diferencial para seus empreendimentos, uma vez que apartamentos com a implantação do sistema, podem ter o custo de condomínio reduzido entre 15% a 20%.

A medição individualizada precisa ser encarada como uma oportunidade de economia por aqueles que consomem pouco e estão pagando pela média e uma mudança de comportamento para todos nós, que estamos preocupados com a conservação deste ativo fundamental a nossa vida que é a água.



Por Eduardo Lacerda - Gerente Geral da Techem do Brasil.

 
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Artigo enviado por Juliana Klein



 
 
 
 
 
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