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Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos.
 
 
 
 
 
Jardinagem

Jardinagem não é mero divertimento, embora componha recreação com suas alegrias, expectativas e, de vez em quando, uma pitada de frustração. Não é esporte, mas movimenta vigorosamente o corpo e envolve saudáveis exercícios ao ar livre. Não é religião, mas com certeza eleva e aprofunda o espírito. Não é normalmente classificada entre as artes, mas produz dramáticos efeitos decorativos e intensa emoção estética. Não é um processo didático formal, mas, na transmissão intuitiva dos princípios que regem a natureza, ensina mais do que muita escola. Não é uma ciência em si, mas tem conteúdo científico suficiente para ocupar a vida toda de uma pessoa. Não é um código moral, mas estimula sentimentos altruístas pelo cuidado com outros seres vivos.



À primeira vista a jardinagem poderia ser criticada como uma atividade solitária. Na verdade, ela contribui para uma vida social mais saudável. Alimenta a conversa, por exemplo. Além disso, em quase toda ocasião uma planta bem escolhida compete em bom gosto e sensibilidade com os melhores presentes, mesmo que haja custado a você apenas o tempo agradável passado no cultivo dela.

Existe até quem ache que as plantas não apenas fazem amigos, mas podem perfeitamente tomar o lugar deles. De fato, algumas pessoas que falam com as plantas e que um ou outro desses apaixonados da jardinagem, até preste atenção no que as plantas lhe falam. De qualquer modo, sai mais barato do que um psiquiatra e duvido que o efeito seja muito diferente.

A jardinagem pode restabelecer nossa sensibilidade perdida, de modo a nos levar a ter consciência das variações do clima e de todo o ambiente natural. O interesse crescente pela jardinagem decorre de um processo desses em termos coletivos. De repente, acordamos no deserto. A rápida urbanização consumiu com voracidade a vegetação do ambiente. Numa loucura que ficará para os historiadores ou arqueólogos explicarem, parece que decidimos envolver o planeta numa cápsula de asfalto. De fato, a paixão automobilística nos levou a remodelar toda a paisagem só para acomodar os carros. Mesmo no plano individual, os jardins, que, uma geração atrás, eram característica comum das casas brasileiras, estão hoje sepultados sob cimento ou cerâmica e recobertos pelo dossel sob o qual deve dormir a lata de rodas.

Em oposição a esse espírito de negação da terra, começa a voltar, como um pêndulo, o gosto pelas plantas. Dificilmente um anúncio imobiliário deixa de mencionar o verde, ainda que às vezes com intenção de fraude. De qualquer modo, a redescoberta do verde não chega a ser propriamente um renascimento. Apesar do feroz vandalismo, muitas plantas sobreviveram refugiadas em remotos jardins e quintais, ou mesmo, em muitos casos, em latas que ornamentam casas paupérrimas. É como se esperassem oportunidade para um inevitável retorno triunfal. A moda da jardinagem tem implicações importantes, como se vê.

Parece que finalmente começamos a tomar consciência de que cada um de nós é apenas uma célula e que a humanidade toda não é mais do que um dos órgãos de um organismo planetário: a biosfera, o conjunto de todas as formas de vida do planeta.

Para os pessimistas, a humanidade não é meramente um órgão, e sim um tumor que já se propagou por toda a biosfera e agora ameaça matá-la por exaustão de recursos. Mas a jardinagem pode ser um sinal, entre outros, de que mais e mais gente começa a despertar para a consciência de tal perigo.

Quanto a aspectos práticos, se você está querendo iniciar-se na jardinagem não comece com leituras aprofundadas a respeito da matéria. Compre algumas plantas e comece a Jardinar. Cultivar plantas não consome necessariamente muito tempo. Uma pequena coleção de vasos, ou um canteiro, não toma além de alguns minutos diários na rotina de inspeção, rega, pequenos cuidados e, vez por outra, alguma emergência (Alarme! Pulgões atacando as margaridas!). No fim-de-semana, algumas horas para poda, adubação, tratamentos meticulosos, operações de plantio e outras absorventes atividades.

Importante é não ter tantas plantas a ponto de ser impossível dar atenção a todas elas. Comece com algumas e vá aumentando gradualmente a coleção, à medida que a experiência for melhorando, sua produtividade e o hobby vão se integrando à sua vida. Você encontrará uma dúzia de plantas bastante resistentes para sobreviver a muitos dos erros cometidos por principiantes. Escolha as que lhe agradarem e comece a lidar com vasos ou com uma jardineira.

No cultivo de nosso amor pela Natureza bem poderá estar o vínculo perdido entre a condição humana de agora e a nebulosa utopia que simbolicamente chamávamos de paraíso e apropriadamente descrevíamos como um jardim.


Fonte de pesquisa: artigo retirado do livro Flores & Plantas no Lar, do autor Aldo Pereira, Editora Melhoramentos, 1978.





 
 
 
 
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