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Livro mostra como Burle Marx transformou o jardim em um campo de experimentação da arte moderna

Ao ser convidado para compor os jardins públicos do Recife, em meados da década de 1930, o paisagista Burle Marx iniciou as suas pesquisas botânicas lendo Os Sertões, de Euclides da Cunha. Provocou escândalo municipal quando inseriu mandacarus, xique-xiques, cactos, vitórias-régias, palmeiras, coqueiros, entre outras plantas brasileiras consideradas pouco nobres, pela primeira vez em um jardim público, em Casa Forte, no Recife, rompendo com o modelo europeu. Mas essa audácia modernista, desdobrada e desenvolvida em uma série de experimentações posteriores, valeram a Burle Marx o título de inovador e mais importante paisagista do século 20.

Arquiteto, urbanista, desenhista, pintor, botânico, inventor de joias, tapeceiro, cenógrafo e ecologista, Burle Marx mobilizou todo esse arsenal de talentos para transformar o jardim verdadeiramente em uma obra de arte viva, uma instalação orgânica, uma evocação do Éden na aridez de concreto dos espaços urbanos. O livro Roberto Burle Marx uma experiência estética: paisagismo e pintura, com fotos de Cesar Barreto e textos de Lélia Coelho Frota, Lauro Cavalcanti e Regina Zappa, mostra, em palavras e imagens, como o artista brasileiro transformou os jardins em um campo de experimentação da arte moderna.



Ele deixou a marca de sua arte ambiental no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, nos Jardins da Pampulha, em Belo Horizonte, na Embaixada do Brasil, em Washington, e no Eixo Monumental, em Brasília, entre outros projetos. Sabe-se que Burle Marx discordou da ausência de um plano integrado de paisagismo no projeto inicial de Brasília.

Luxo de cores
Burle Marx era, nas palavras de Lélia Coelho Frota, "um paulista com vocação tropical", o que o levou a morar no Recife e no Rio de Janeiro. Ele humanizou a arquitetura modernista, introduzindo o luxo das cores e o barroco das florações nativas, em busca de harmonia, integração, diálogo e contraste com as formas geométricas do concreto: "O jardim ordenado, nos espaços urbanos de hoje, é um convite ao convívio, à recuperação do tempo real das coisas, em oposição à velocidade ilusória das regras da sociedade de consumo", dizia Burle. O jardim era concebido como um espaço educativo, lugar onde se aprende a responsabilidade de perpetuar a vida. Para Burle Marx, as plantas eram expressão do sagrado: "Todas as plantas fazem parte de uma organização que os religiosos chamam de Deus".

Burle Marx descobriu o Brasil, durante a adolescência, de 1928 a 1930, no tempo em que morou na Alemanha e entrou em contato com a arte de vanguarda europeia de Picasso, Kandinsky, Paul Klee, Braque, Matisse, mas também com as plantas tropicais brasileiras do Jardim Botânico de Dahlem. A sua formação era abrangente e ele teve a oportunidade de assimilar e recriar o melhor da vanguarda e da arte popular. Conviveu com os modernistas revelados pela Semana de 1922 de São Paulo e com os do movimento do Recife, liderado por Gilberto Freyre, marcado por preocupações ecológicas.

Lélia Coelho Frota lembra que no Sítio Santo Antônio da Bica, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, sempre era possível encontrar, ao lado de móbiles de Alexander Calder ou anjos barrocos, carrancas do Rio São Francisco, ex-votos e esculturas de artesãos do Vale do Jequitinhonha. Lá, Burle recebia uma legião de amigos, na qual pontificavam Vinicius de Morais, Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Guignnard, Jorge Amado, entre outros.

Segundo Burle, a planta "goza, no mais alto grau, da propriedade de ser instável. Ela vive enquanto se altera". Burle não se preocupava apenas com o aspecto estético de seus jardins. A condição de botânico lhe deu um amplo conhecimento do seu ciclo de vida das plantas, prevendo as suas mutações e transformando-as em parceiras de sua obra. O conhecimento da botânica lhe revelou que as plantas vivem em associação. Burle Marx dizia que apenas iniciava o trabalho dos jardins, pois "o tempo completa a ideia".

Os textos de Lélia Coelho Frota e Lauro Cavalcanti situam com muita pertinência e agudeza a contribuição de Burle Marx para a renovação do paisagismo em conexão direta com as inovações da arquitetura moderna: "Burle Marx mimetizou a natureza de tal modo que o jardim, completamente inserido no habitat, mal parece ter sido planejado", escreve Lauro Cavalcanti. A preocupação ecológica e ambiental torna Burle Marx um personagem extremamente atual. Ele criou uma obra de alcance internacional a partir da singularidade brasileira. Folhear esse livro é uma festa para os olhos e para o espírito. Os edifícios modernos são bons para se olhar. Mas a gente fica com vontade de morar é nos jardins de Burle Marx.

Trecho
Entrevista de Haruyoshi Ono, diretor do Escritório Burle Marx, concedida a Regina Zappa
Como Lucio Costa convenceu o amigo Burle Marx a não usar vegetação na Esplanada dos Ministérios? Apesar da amizade, os dois discordaram em algumas questões?

Não houve discussão. Roberto sempre quis plantar naquela área, que era bem inóspita e merecia arborização. Ele via as pessoas caminhando ao sol. Só tinha o gramado. Muitos anos depois, quando José Aparecido foi governador e Roberto fazia parte do Conselho da Cidade, juntamente com Oscar Niemeyer e Lucio Costa, nosso escritório foi chamado por José Aparecido para fazer o paisagismo dessa área, que ia da Rodoviária ao Congresso.

Fizemos um estudo e chamamos o Lucio Costa para ver o que ele achava. Fizemos pequenos renques de canteiros entremeados por alguma arborização, grupinhos de árvores para as pessoas terem uma área de sombra ao andar nas calçadas. Lucio Costa olhou e disse: "É, está muito bonito, mas não concordo com você, Roberto. Preferia que fosse uma área aberta para que daqui a gente possa ver os volumes arquitetônicos e pelos lados também". Na mesma hora, Roberto aceitou e comunicou ao governador. Encerramos o assunto. Para Roberto, sempre que houvesse um conceito que o convencesse ele aceitava.


Severino Francisco
Publicação: 08/02/2010



Fonte de pesquisa: Correio Braziliense













 
 
 
 
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